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Vacina contra malária chega aos ensaios clínicos, diz estudo

Vacina contra malária chega aos ensaios clínicos, diz estudo

RIO – A primeira vacina contra a malária a chegar aos ensaios clínicos finais pode ajudar a proteger milhões de crianças, aponta estudo publicado na “The Lancet”, às vésperas do Dia Mundial da Malária, lembrado neste sábado. No entanto, a pesquisa apontou que testes em 16 mil crianças de sete países africanos concluíram que doses de reforço eram de uso limitado e que vacinas em bebês não foram eficazes. Depois que crianças de 5-17 meses receberam três doses da vacina, a imunização foi apenas 46% eficaz.

Brian Greenwood, autor do estudo e professor de medicina tropical clínica na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, disse que estava “um pouco decepcionado” com os resultados dos ensaios clínicos.

“Esperava que a vacina fosse ser mais eficaz, mas nós nunca iríamos chegar ao sucesso visto em vacinas contra o sarampo, com 97% de eficácia”, disse.

Isso porque, explica o especialista, o parasita da malária tem um ciclo de vida complicado e aprendeu a “iludir” o sistema imunológico ao longo de centenas de anos.

As vacinações ocorreram em 11 locais em: Burkina Faso, Gabão, Gana, Quénia, Malawi, Moçambique e Tanzânia.

Atualmente, não há vacina licenciada contra a malária. Assim, com cerca de 1.300 crianças morrendo na África subsaariana com a doença a cada dia, os cientistas dizem que estão satisfeitos por ter chegado a esta fase no desenvolvimento de uma vacina contra um parasita muito inteligente, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

RTS, S/AS01 é a primeira vacina contra a malária a chegar ensaios avançados e mostrar qualquer sinal de trabalho em crianças pequenas. Greenwood disse, ainda, que os dados eram muito robustos e que a vacina poderia reduzir os ataques de malária em cerca de 30%.

A Agência Europeia de Medicamentos irá agora analisar os dados e, se forem satisfatórios, a vacina poderá ser licenciada. E a Organização Mundial de Saúde poderá, então, recomendar a sua utilização em outubro deste ano.

Fonte: O Globo

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