30 mar Reajuste no preço dos remédios começa a valer a partir de amanhã
A partir de amanhã, o orçamento de muitos brasileiros ficará mais apertado, por conta do reajuste em vários remédios autorizados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (CMED), órgão do Governo Federal formado por representantes de vários ministérios. Para a mudança, foram levadas em consideração três faixas de medicamento, com mais ou menos participações de genéricos. Nas categorias com mais genéricos, onde a concorrência é maior, o aumento autorizado também foi maior, de 5,85%.
O LIBERAL visitou algumas das maiores farmácias de Belém para ter uma dimensão do impacto que a mudança irá provocar no bolso dos consumidores. Foi verificado que a caixa de omeprazol (para gastrite e úlcera) de 20mg, por exemplo, é vendida nesses estabelecimentos por um preço médio de R$ 34,89. Com o reajuste, pode chegar a até R$ 36,93. Outro medicamento bastante vendido, a amoxilina (antibiótico para infecções urinárias e respiratórias) custa, em média, R$ 21,67, e pode passar para R$ 22,94.
Tarcile de Oliveira, dona de casa de 33 anos, conta que gasta em torno de R$ 60 por mês só com remédios. “Eu tenho filhos pequenos e costumo comprar o amoxilina e omeprazol para o meu marido, porque ele tem problema de úlcera”, revela a dona de casa, que fica preocupada com mais esse aumento anunciado pelo Governo. “O salário cada vez mais baixo e aumenta tudo. Vai fazer uma grande diferença de preço”, reclama Tarcile.
No caso da categoria com menor participação de remédios genéricos (faturamento abaixo de 15%), a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento determinou que os preços sejam reduzidos em 0,25%.
Mãe de um menino de 12 anos que sofre de problemas alérgicos, Edna Saraiva Silva, estudante de 34 anos, conta que todos os meses precisa comprar amoxilina. “Vai pesar muito, porque você sabe que a gente não gasta dinheiro só para comprar remédio. Precisamos comprar outras coisas. O salário aumenta, mas parece que as coisas aumentam ainda mais”, queixa-se.
Armando Júnior, gerente de uma farmácia, conta que o medicamento que mais vende é justamente a amoxilina. “Eu creio que (o reajuste) não vai afetar a gente, por causa do desconto. Ele (omeprazol) está com esse valor há uns quatro meses e está dando para a gente vender e manter nesse preço”, afirma.
Fonte: O Liberal, caderno Cidades, página 11, 30.03.12
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