18 jan Anvisa aprova uso emergencial de vacinas contra a Covid-19
Ontem, 17.01, foi um domingo histórico para toda a população brasileira. O Dia V, como está sendo chamado, se deve à aprovação unanime da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19.
As vacinas são a Coronavac, produzida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a Covishield, da Astrazeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e fabricada na índia, somam 8 milhões de doses disponíveis.
A aprovação se deu pelo estudo realizado pela Gerência Geral de Medicamentos, que comprovou a eficácia de 50,39% da Coronavac e de 70,42% da Covishield.
A reunião durou 5 horas e os resultados foram apresentados pelo gerente geral de medicamentos, o farmacêutico Gustavo Mendes Lima. Inclusive, a equipe responsável pelo processo de avaliação e aprovação do uso das vacinas era majoritariamente formada por farmacêuticos, com a exceção de apenas um membro, evidenciando novamente o protagonismo e autoridade técnica do profissional no desenvolvimento de vacinas.
A presidente do Conselho Regional de Farmácia do Pará, Dra. Cinthya Pires, reforça a participação do farmacêutico no desenvolvimento da vacina: “É importante lembrar que a vacina é um medicamento, portanto, o farmacêutico está presente em praticamente todas as etapas, como estudos prévios, produção, pós-produção e avaliação de qualidade”.
Logo após a aprovação da Anvisa, tivemos a primeira brasileira vacinada em território nacional: a enfermeira Mônica Calazans, que atua na linha de frente contra a Covid-19 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Mônica faz parte do grupo de risco para a doença e foi voluntária da terceira fase dos testes clínicos da CoronaVac realizados no país, tendo recebido placebo.
A vacinação
Agora inicia o processo de vacinação em todos os estados do país. O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, começou a divisão proporcional das vacinas. O Pará, segundo a proporcionalidade, receberá 124.560 doses da Coronavac. A distribuição entre os municípios será de autoria do Governo do Estado.
No plano paraense de vacinação, intitulado “Vacina por todo o Pará”, a primeira fase vacinará os profissionais da saúde que, segundo o plano, são os “são todos aqueles [profissionais da saúde] que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais”.
Para vacinar nessa etapa, é preciso que o farmacêutico apresente:
– Carteira de identificação profissional ou carteira de trabalho com a devida função e local de trabalho registrada;
– Declaração de vínculo expedida pelo local de trabalho que comprove a atuação do profissional em assistência direta a pacientes com Síndrome Gripal.
O Conselho Regional de Farmácia já se disponibilizou formalmente a auxiliar o estado e município no processo de imunização, seja com aporte técnico ou logístico!
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