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Pacientes em estado mais grave receberão remédios contra hepatite C

Pacientes em estado mais grave receberão remédios contra hepatite C

A rede pública de saúde vai começar a distribuir os antivirais boceprevir e telaprevir, aprovados em 2011, para doentes com hepatite C em estágio mais avançado da doença. O Ministério da Saúde estima que cerca de 5.500 pessoas devam se encaixar nos critérios para começar a receber os remédios.

O hepatologista Raymundo Paraná, destaca, no entanto, que o SUS terá de se preparar para administrar os efeitos colaterais que serão apresentados por esses pacientes. Os problemas decorrentes do tratamento são especialmente graves nos doentes com cirrose hepática, mais sujeitos a infecções.

“Os especialistas em hepatologia são escassos e muitos médicos não têm expertise para lidar com pacientes com doença hepática avançada.”

O infectologista Dirceu Greco, diretor do departamento de DST, Aids e hepatites virais do Ministério da Saúde, afirma que os antivirais vão começar a ser distribuídos nos centros que já têm estrutura e profissionais preparados para isso. Depois, a distribuição será ampliada.

No entanto, afirma Greco, espera-se que essa terapia tenha vida curta, porque os novos antivirais que dispensam interferon devem ser aprovados nos próximos anos.

Para ele, é importante que o Brasil participe dos estudos das novas drogas, para preparar os profissionais. A demora na aprovação dos testes, relatada pelos médicos, é sempre uma queixa, diz Greco. “Se os pedidos são feitos em tempo hábil, é possível conseguir aprovação.”

Doente conta dificuldades de lidar com remédios contra hepatite

Os remédios que estão prejudicando o paladar de Romulo são parte de um tratamento contra hepatite C. Este já é o quinto a que ele se submete contra a doença. Ele recebeu o diagnóstico em 1992, quando já tinha cirrose hepática. “Tive câncer de fígado por causa da hepatite.”

Em 2005, o engenheiro foi submetido a um transplante de fígado, mas a doença voltou. Neste ano, Romulo partiu para os tratamentos com telaprevir e boceprevir, aprovados em 2011 no Brasil.

“Comecei com telaprevir mas não suportei os efeitos colaterais. Foram devastadores. Diarreia, vômito, perdi o apetite.”

Agora, ele está usando o boceprevir e interferon.

“O interferon é horrível, cai cabelo, perco peso. E estou sentindo tanta dor na perna que mal consigo pôr o pé no chão.” Mas, nos últimos exames, sua carga viral já está indetectável. “Estou otimista.”

Fonte: Folha de S. Paulo

 

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