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Campanha pelo Uso Racional de Medicamentos é um alerta para os altos números da automedicação no Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou relatório alertando sobre o uso excessivo de medicamentos e inúmeros casos de resistência antimicrobiana, ambos causados pela automedicação. De acordo com uma projeção feita pelo documento, a automedicação pode matar 10 milhões de pessoas no mundo todo até o ano de 2050.

A automedicação é considerado um hábito dos brasileiros, pois, segundo a pesquisa realizada pelo Datafolha, 77% dos brasileiros usaram medicamentos nos últimos seis meses. Desses 77%, 47% se automedicam pelo menos uma vez por mês e 25% todo dia ou pelo menos uma vez por semana.

Os números sobre a automedicação são alarmantes, principalmente porque é uma prática grave, visto que de acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), os medicamentos são o principal agente causador de intoxicação no Brasil desde 1994.

Devendo ser tratado como um problema de saúde pública, a automedicação está ligada principalmente a doenças consideradas simples pela população como dores e resfriados. Ainda de acordo com a pesquisa realizada pelo Datafolha, apenas 22% dos entrevistados tiveram dúvidas no uso de seus medicamentos.

Dia 05 de maio: Dia Nacional da Campanha pelo Uso Racional de Medicamentos

O uso irracional de medicamentos não é um problema só no Brasil. De acordo com a OMS, mais da metade dos medicamentos vendidos no mundo inteiro são prescritos e dispensados de forma inadequada. Assim, torna-se imprescindível a constante conscientização sobre o uso seu uso racional, sendo o farmacêutico agente primordial na hora de informar e educar a sociedade, visto ser o profissional da saúde de mais fácil acesso à população e podendo ajudar a minimizar números tão graves.

Através de um conjunto de ações que priorize o paciente e não o medicamento, o farmacêutico deve aproximar-se através de um tratamento humanizado para que haja uma melhor adesão. Outra ação é a abordagem didática, uma vez que muitos prescrições são de difícil compreensão, o farmacêutico deve explicar de forma clara e simples como funcionará a medicação. Por fim, é de suma importância, quando não houver prescrição médica, que o farmacêutico oriente seu paciente adequadamente.

A ONU também recomenda que no geral ocorra a priorização de planos de ação para ampliar esforços de financiamento e capacitação, uma regulação mais forte e apoio aos programas de conscientização para o uso racional de medicamentos.

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