03 out Falta remédio para Mal de Parkinson
Pacientes que sofrem de Mal de Parkinson, em Belém, estão sem receber medicamentos. A denúncia foi feita pela Associação de Parkinsonianos do Pará (APP). “Há dois anos eu cansei de esperar e passei a comprar os meus remédios”, diz o presidente da APP, Paulo Moraes. A principal queixa de associação é contra a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), que estaria deixando de abastecer as farmácias do Hospital Barros Barreto e Hospital Bettina Ferro, na UFPA, onde são retirados os medicamentos. Mas eles também reclamam da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) por dificultar o acesso dos pacientes ao ntiparkinsoniano prolopa. A secretaria municipal exige um laudo assinado por um neurologista do SUS (Sistema único de saúde), o problema é conseguir uma consulta com esse especialista, pode lever mais de três meses e, enquanto isso, o paciente fica sem o medicamento.
Para ter acesso aos medicamentos, os pacientes que dependem da distribuição gratuita precisam obter uma Autorização de Procedimento de Auto Custo (Apac). Teoricamente o documento permite a retirada dos remédios necessários por um período de três meses.
Na prática, porém, a maioria dos 200 associados da APP não conseguem tratamento sequer para um mês. Já aconteceu de uma caixa de remédio ser dividida entre duas, três pessoas, denuncia o presidente da associação. O filho da dona de casa Marilza da Silva não precisou dividir o remédio, mas teve o medicamento substituído por outro mais barato, o que estaria prejudicando o tratamento. Ele deveria estar tomando o Sifrol, mas por ser muito caro o médico receitou outro, mais barato, o problema é que esse que ele está tomando deixa ele completamente sem movimentos, disse. Em uma farmácia convencional o medicamento Sifrol- Pramipexol custa em média R$ 350,00, valor inacessível para a maioria dos associados, idosos com renda de um salário mínimo. Em nota, a Sespa informou que a sua Diretoria de Assistência Farmacêutica já empenhou a compra do medicamento Sifrol-Pramipexol e que está apenas esperando a entrega por parte do fornecedor, para distribuição às unidades hospitalares. A Sesma também se manifestou por meio de nota e disse que estão em andamento todos os trâmites legais para a cotação de preços e aquisição dos medicamentos para mal de Parkinson, a fim de suprir o mais breve possível a demanda por atendimento aos pacientes
Fonte: O Liberal, 03.10.12 – caderno cidades, p. 9
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