27 mar Anvisa garante que não houve aumento expressivo do uso da sibutramina
O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, afirmou que não houve aumento expressivo do uso da sibutramina depois da agência ter proibido o uso de outros inibidores de apetite no País, em setembro de 2011. Na ocasião, a Anvisa também limitou o uso da sibutramina. Ele explicou que isso é positivo porque demonstra que não houve migração dos outros inibidores de apetite para a sibutramina. Na avaliação dele, isso ocorreu porque ficou claro que não há evidências de que esse medicamento tenha efetivamente um resultado positivo a médio e longo prazo na perda de peso e que os riscos não justificam sua utilização.
Barbano participa de debate realizado pela Comissão de Seguridade Social e Família sobre projeto de lei (PL 2431/11) que quer retirar da Anvisa o poder de suspender ou retirar o registro de medicamentos no mercado brasileiro. Ele explicou que os remédios foram proibidos porque todos os parecerem analisados pela agência demonstraram que eles têm um pequeno efeito de curto prazo na perda de peso, que não se mantém, mas oferecem riscos cardíacos e psiquiátricos que não justificam seu uso.
No entanto, a diretora de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Rosana Radominski, afirmou que esses remédios são o único instrumento de que os médicos dispõem para combater a obesidade. Ela defendeu que não bastam as mudanças de hábito para mudar a tendência de ganho de peso.
A audiência pública ocorre no Plenário 7
Íntegra da proposta:
Fonte: Câmara dos Deputados/Notícias Saúde
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