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Genéricos se consolidam na crise

Genéricos se consolidam na crise

Levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, com base nos indicadores do IMS Health, demonstram claramente que os consumidores vem substituindo produtos de referência pelos sem marca. “Os genéricos superaram obstáculos como desconfiança por parte de médicos e pacientes e se tornam agora aliados das famílias brasileiras nestes tempos difíceis”, afirma Telma Salles, presidente executiva da entidade.

Na comparação entre fevereiro de 2015 e 2016, as vendas de genéricos apresentaram um salto de 19,9%. Foram vendidos em fevereiro de 2016 80,9 milhões de unidades, contra 67,5 milhões no mesmo mês do ano passado. “Trata-se do maior salto de crescimento registrado nos últimos 3 anos pelo setor e reflete diretamente o momento do país, em que a queda na renda e no consumo ditam as regras na economia”, analisa Salles.

No acumulado do ano o crescimento em unidades foi de 13,91%. Nos 2 primeiros meses do ano passado foram comercializadas 139,5 milhões de unidades sendo que neste ano as vendas atingiram a marca de 162,2 milhões.

Insuficiente

As vendas de genéricos em fevereiro de 2016 movimentaram R$453,9 milhões, contra R$406,4 no ano anterior, o que representa uma evolução de 11,7%. “Se considerarmos o impacto do dólar nos custos de produção de medicamentos, aumentos significativos na energia, custos de mão de obra e uma inflação acumulada de praticamente 11%, estamos andando de lado. Infelizmente a indústria começa a rever novos projetos, investimentos em pesquisa, lançamentos de medicamentos e, em alguns casos, a cortar mão de obra”, ressalta a executiva.

Para a executiva, embora o reajuste de medicamentos seja importante para dar fôlego ao setor, a dificuldade do consumidor em absorver novos custos pode fazer com que o mesmo seja inócuo. “O reajuste pode ter um efeito paliativo, representar mais combustível para o setor a médio prazo, mas não deve se sustentar ao longo do ano e deveremos ter dificuldades se nada de positivo ocorrer”, conclui.

Fonte: Portal Snif Brasil

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