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Santa Casa alerta para importância da vacina contra a influenza para mães e bebês

Santa Casa alerta para importância da vacina contra a influenza para mães e bebês

Às vésperas do Dia Mundial da Saúde, comemorado neste domingo, 7, e de mais uma campanha nacional de vacinação contra a Influenza, a Fundação Santa Casa do Pará, ressalta a necessidade de conscientizar as mulheres sobre a importância da vacina, tanto para as gestantes como para seus bebês. Neste ano, a imunização acontece entre os dias 15 e 26 de abril. A ginecologista Débora Carneiro, gerente do serviço de Tocoginecologia do hospital, alerta que as futuras mães precisam adotar esses cuidados e incluir nas suas rotinas uma visita ao posto de saúde mais próximo para reforçar as doses da vacina.

A médica destaca, ainda, que o Ministério da Saúde preconiza a aplicação. “As grávidas fazem parte do grupo prioritário, que inclui as crianças maiores de seis meses e menores de dois anos e profissionais da saúde, sendo que todos recebem a vacina gratuitamente nos postos de saúde. É essencial renovar a dose da vacina contra o vírus Influenza nesse período das chuvas, quando os casos de gripe aumentam. Mas as gestantes devem fazê-lo em qualquer fase. Essa recomendação é confirmada pelo informe técnico da campanha nacional de vacinação contra a gripe do Ministério da Saúde,” diz Débora Carneiro.

Paula Miranda, infectologista da Santa Casa, ressalta que a Influenza é uma infecção viral que afeta principalmente as vias aéreas, e é altamente transmissível. O tipo A é o que está mais associado às epidemias e pandemias, como a ocorrida em 2009 (A-H1N1). Os pacientes acometidos pela Influenza apresentam quadro febril agudo, acompanhado de calafrios, mal estar, tosse, obstrução nasal, cefaleia, dor de garganta, mialgias, além de vômitos, diarreia e hiperemia conjuntival (síndrome gripal). O quadro clínico pode evoluir para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com sinais de desconforto respiratório, hipotensão, desidratação e comprometimento do estado geral.

“Grávidas em qualquer fase gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal) são fatores de risco para as complicações da Influenza. Se a doença materna for grave pode haver comprometimento fetal. As gestantes devem ser avaliadas de forma criteriosa e com classificação de risco para necessidade de internação, incluindo a identificação de critérios de risco adicionais como doenças respiratórias crônicas, doenças cardiovasculares, transtornos imunológicos entre outros” diz Paula Miranda.

A infectologista salienta ainda que a prevenção da Influenza envolve hábitos de higiene de cada indivíduo e vacinação para grupos prioritários recomendadados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “A escolha dos grupos a serem vacinados é definida com base em estudos epidemiológicos e na observação do comportamento das infecções respiratórias. As gestantes integram este grupo. Vale lembrar que a vacina não traz risco em nenhum período da gravidez. É segura, tanto para mulheres que acabaram de descobrir que estão grávidas, logo no início da gestação, ou às mulheres que estão no final da gestação” destaca Paula Miranda.

Mary Lucy Maia, pediatra da Santa Casa, afirma que a vacina contra a gripe garante proteção não apenas para a gestante, mas também para o bebê logo após o nascimento. “Durante a gestação, há transferência de anticorpos maternos para o feto por meio da placenta”, diz a pediatra. “Já foi comprovado que a vacinação da gestante é uma estratégia eficaz de proteção ao recém-nascido. Os estudos científicos demonstram um número menor de casos da doença em bebês de mães vacinadas”, conclui a especialista.

 

Fonte: Agência Pará

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