Farmacêutico tem papel essencial no combate ao HIV e à aids — CRF-PA
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Conselho regional de farmácia do Estado do Pará
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Farmacêutico tem papel essencial no combate ao HIV e à aids

Farmacêutico tem papel essencial no combate ao HIV e à aids

No Boletim, o Pará foi o estado brasileiro com o maior coeficiente de mortalidade em decorrência de complicações da Aids. O índice foi de 7,7 óbitos a cada 100 mil habitantes, esse número é maior do que a média nacional que foi de 4,1 pela mesma quantidade de habitantes.
Já Belém ficou em segundo lugar na mesma categoria, com 16,5 óbitos por 100 mil habitantes, atrás apenas de Porto Alegre que registrou uma média de 22 óbitos a cada 100 mil habitantes. Segundo a Secretária de Saúde do Estado (SESPA), no entanto, esses números são estáveis já que em anos anteriores os dados apresentados foram parecidos.
O PAPEL DO FARMACÊUTICO
Nesse contexto, o farmacêutico é primordial tanto na prevenção quanto no tratamento após a descoberta do vírus. Isso porque ele atua como o profissional da saúde de mais fácil acesso da sociedade, orientando acerca do uso correto de preservativos e sua importância, bem como na realização de testes rápidos periódicos – instrumento fundamental de identificação e, em casos positivos, possibilita o tratamento ainda em estágios iniciais.
Já no acompanhamento farmacoterapêutico, a atenção farmacêutica é fundamental no manejo clínico de pacientes com HIV-Aids que fazem uso de esquema terapêutico. O farmacêutico integra a equipe multidisciplinar e orienta o paciente em relação a aceitação ao tratamento com terapia antirretroviral, esclarecendo as dúvidas, evitando a automedicação e realizando todo o acompanhamento durante o tratamento.
VACINA EM ANDAMENTO PROMISSOR
Atualmente, existem cerca de 20 vacinas contra a HIV em teste. Esse ano a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aderiu ao estudo Mosaico em parceria com a HIV Vaccine Trials Network (HVTN) – financiada pela farmacêutica Janssen e a e pelo National Institutes of Health (NIH), ambas entidades estadunidenses.
Também nesse ano, agora em abril, o Instituto de Pesquisa Scripps da Califórnia/EUA em conjunto com a IAVI, organização de pesquisa científica sem fins lucrativos, divulgaram alguns resultados promissores da primeira fase de seus testes em humanos. Por mais que os testes tenham sido realizados em um espaço amostral pequeno, ainda são bastante promissores: entre os 48 testados, 97% conseguiram gerar anticorpos para a HIV.
De acordo com a UNAIDS, cerca de 38 milhões de pessoas no mundo possuem HIV. Esse é o número mais alto da história.
O CAMINHO ATÉ AQUI
O HIV e a AIDS foram descobertos em 1981 pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e, desde então, diversas dificuldades vêm sendo enfrentadas para produzir uma vacina contra o vírus.
Um dos fatores que dificulta a criação da vacina contra o HIV é o fato do vírus atacar a célula responsável pela regulação do sistema imune, o linfócito T CD4, o que faz com que haja produção descontrolada de anticorpos.
Outro fator se dá por conta da grade diversidade do vírus, com caraterísticas específicas, e que constantemente podem sofrer mutações particulares em cada indivíduo vivendo com a doença. Por isso é importante o desenvolvimento de uma vacina que utilize uma tecnologia que seja capaz de “driblar” as mutações que o vírus pode sofrer e é essa a proposta do estudo Mosaico.
“O HIV é uma doença disseminada e de controle difícil, por mais que a vacina não seja altamente eficaz ela ainda pode diminuir bastante o impacto da doença.”, foi o que disse o Professor Jorge Andrade Pinto à Revista de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.
Mas no que diz respeito a tratamentos paliativos, o Brasil é referência mundial por conta do Sistema Único de Saúde que desde 1996 distribui gratuitamente os medicamentos antirretrovirais e desde 2013 garante o tratamento de qualquer pessoa que vive com HIV, não importando o tamanho da carga viral.
DIAGNÓSTICO
Em caso de suspeita de exposição ao vírus HIV, os exames são oferecidos gratuitamente pelo SUS em unidades básicas de saúde ou em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs). Eles podem ser feitos também por meio de entidades de Organização da Sociedade Civil.

Em caso de dúvidas, procure um farmacêutico ou outro profissional de saúde para orienta-lo.

1comentário
  • MARIA DE JESUS C COSTA
    Posted at 11:43h, 29 abril Responder

    BOM DIA! SERIA DE GRANDE IMPORTÂNCIA SE VIESSE ESSA VACINA.