Associações elogiam decisão que suspende lei da ’pílula do câncer’ — CRF-PA
Acesse os serviços online em qulaquer lugar
Conselho regional de farmácia do Estado do Pará
3654
post-template-default,single,single-post,postid-3654,single-format-standard,qode-quick-links-1.0,ajax_fade,page_not_loaded,,qode_grid_1300,footer_responsive_adv,hide_top_bar_on_mobile_header,qode-theme-ver-11.2,qode-theme-bridge,wpb-js-composer js-comp-ver-5.2.1,vc_responsive
 

Associações elogiam decisão que suspende lei da ’pílula do câncer’

Associações elogiam decisão que suspende lei da ’pílula do câncer’

SÃO PAULO ­- Para o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, a decisão do Supremo resgata a credibilidade que o País tinha na comunidade científica internacional. “Recebemos várias manifestações de que o Brasil não era um país sério. Essa mácula está sendo corrigida. A decisão resgata esse prestígio na comunidade médica internacional”, disse.

Segundo Cardoso, é dever da classe médica recomendar aos pacientes somente tratamentos com eficácia e segurança comprovadas. “Nossa conduta deve ser pautada no conhecimento técnico e forte evidência científica. O que defendemos é que essa substância siga todo o trâmite necessário da agência reguladora”, opinou.

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, também elogiou a suspensão. “O CFM não recomenda a incorporação da fosfoetanolamina no arsenal terapêutico antineoplásico até o seu reconhecimento científico”, disse a entidade, em nota oficial.

Professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e especialista na descoberta de novos fármacos, Glaucius Oliva destacou que a liberação da fosfoetanolamina abria precedentes perigosos. “Mais preocupante que os riscos potenciais dessa substância ­ que desconhecemos ­ foi o desenrolar desse episódio, que colocou em risco todo um sistema de segurança farmacológica com base em evidências científicas, que foi construído ao longo de décadas”, disse o ex­-presidente do CNPq.

Atual presidente do Instituto Oncoguia, ONG que dá suporte a pacientes com câncer, Luciana Holtz afirma que a decisão dos ministros foi “uma medida bastante ponderada diante de uma substância ainda tão cheia de dúvidas”. “Precisamos de mais respostas e de segurança. Os estudos clínicos vão começar e temos de aguardar os resultados.”

Fonte: ESTADÃO

Nenhum comentário

Deixe um comentário